Mulheres em ação e fazendo a diferença no mercado de trabalho

Histórias de lutas pessoais, superação e sucesso de quatro mulheres inspiradoras

Mais sensibilidade analítica, capacidade aguçada para realizar diversas tarefas complexas ao mesmo tempo, comunicação mais assertiva e tantas outras qualidades e habilidades fazem das mulheres uma mão de obra não só bem qualificada, mas também mais indicada para os desafios do atual mercado de trabalho mergulhado em um cenário de crise global.

E até mesmo em posições antes consideradas funções masculinas, as mulheres mostram que podem e devem assumir qualquer tipo de posto ou função.

Há 21 anos no Grupo Potiguar Nilde Moraes Cantanhede iniciou como promotora de vendas até ter a oportunidade de ser auxiliar do setor de ferramentas do grupo. E para quem estranhava ver aquela moça com batom e cabelo arrumado nessa função, nem imaginava que ela iria dedicar-se com tanto empenho, que conquistaria seu atual posto na empresa, o de gerente e compradora da categoria de ferramentas do Grupo Potiguar.

“Ferramenta para mim é mais que trabalho, é uma verdadeira paixão. Gerencio diretamente 13 homens nessa função e aprendi a me impor através do conhecimento. Estudei muito muito para passar segurança a todos da minha equipe, e principalmente aos clientes. No início muitos estranharam o fato de uma mulher estar atuando nessa área. Mas fui mostrando meu conhecimento e muitos revelam que me admiram por ser uma mulher com tanta desenvoltura nessa área”, conta ela.

Quando não está trabalhando o lazer de Nilde é cuidar da filha Maria Vitória de sete anos e da casa. Ela é quem instala prateleiras; faz pequenos consertos domésticos e vive decorando ou arrumando alguma coisa no lar. Dinâmica, ela ainda encontra tempo para estudar Administração de Empresas, curso que deve concluir esse ano.

“A dica que dou para todas as mulheres é que sempre busquem estudar para crescer na área que escolherem. Ter garra para mostrar que você é capaz, mesmo que outros duvidem disso, e nunca desistir de seus sonhos”, enfatiza ela.

A engenheira eletricista Stephanie Machado da Silva é outro exemplo de crescimento profissional em uma área considerada masculina. Ela é Executiva de Operações da Equatorial Energia, empresa em que trabalha há 13 anos, sempre um funções técnicas em toda a sua carreira na empresa. Nos dois últimos dois anos ela está nessa área que é considerada o “coração da empresa”, e coordena uma equipe de sessenta pessoas, que atuam diretamente no controle de todo o funcionamento do sistema elétrico do Estado e suas subestações em tempo real, além das equipes que atuam em campo.

Aos 31 anos, além de uma bem sucedida carreira técnica, ela é casada e mãe de uma bebê de 2 anos. E garante que é feliz desempenhando todos esses papéis.

“Esse era um cargo antes só ocupado por homens aqui no Centro de Operações Integradas da Equatorial. É sempre um desafio grande estar em uma área considerada masculina; mas sou muito realizada aqui. E incentivo outras mulheres a terem sempre persistência, que conheçam seus direitos e que tenham objetivos claros em mente, para realizar todos os seus sonhos”, diz Stephanie.

Fernanda Oliveira está sempre buscando novos conhecimentos. É formada em pedagogia com especialização em gestão de pessoas; é coach integral sistêmica e analista comportamental, além de comunicóloga em formação. Desde 2013 trabalha na TVN, onde começou como analista de recursos humanos e hoje é responsável pela Coordenação de Gente e Gestão da empresa.

“Olhando para o mundo hoje, acho que o maior desafio para uma liderança feminina é desenvolver a tão famosa inteligência emocional que é essencial hoje. Para eu conseguir olhar com mais empatia e ser mais colaborativa e acolhedora dentro da minha gestão, eu preciso desenvolver essa habilidade todos os dias”, revela Fernanda.

Segundo ela, a dica para a mulher se impor no mercado de trabalho é descobrir qual é a sua verdadeira essência e marca pessoal, para então entender qual é a contribuição que poderá fazer em um processo de transformação na vida das pessoas ao seu redor.

De contribuição na vida das pessoas a fisioterapeuta Danielle Batista Gonçalves entende bem. Formada em Fisioterapia pela Faculdade Santa Terezinha – CEST, aos 32 anos, ela trabalha na APAE de São Luís e revela que ama ajudar as pessoas com deficiência a se desenvolverem. Mas o que mais se orgulha de contar é que, ela mesma, teve uma história pessoal de muita superação, como ex- aluna da APAE de São Luís e portadora de deficiência intelectual:

“Nasci prematura de seis meses, e com falta de oxigenação no cérebro. Os médicos até me desenganaram, mas sobrevivi e lutei para vencer a deficiência intelectual que tive como sequela. Minha vida toda foi muito difícil, mas sempre tive muito apoio de Deus, dos meus queridos pais Lucimar e José Gonçalves e de todos na APAE de São Luís. Consegui estudar, mesmo com grande dificuldade. Me formei e sou feliz com minha profissão. Recebi muitos nãos ao longo desses 32 anos de vida. Mas nunca desisti de mim mesma e dos meus sonhos”, revela ela emocionada.

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