Maranhão não tem registro de doença da urina preta

Artigo do vereador Paulo Victor no Jornal Pequeno

Como representante do povo que vai além de fiscalizar, propor leis, estar nos bairros, tenho o dever de desmistificar informações falsas que circulam na internet, principalmente nesse momento de grave crise econômica. A verdade é: não temos casos da doença urina preta no Maranhão.

De acordo com o Ministério da Saúde, a doença de Half, conhecida como “urina preta”, devido a um dos sintomas da enfermidade, é um problema causado por uma toxina que pode ser encontrada em peixes e crustáceos — os cientistas não sabem se a substância é produzida devido à maneira como a carne é armazenada ou se ela vem de algas consumidas pelos animais.

A urina fica com a coloração escura, provoca dores musculares, insuficiência renal, entre duas e 24 horas após o consumo do alimento. Nos casos mais graves, é estabelecido um quadro chamado rabdomiólise, doença que destrói as fibras que compõem os músculos.

Após vários registros suspeitos, análises estão sendo realizadas em cinco estados brasileiros: Amazonas, Bahia, Ceará, Pará e São Paulo. Entretanto, circulam boatos de que há casos confirmados no Maranhão, onde sequer existe alguma notificação.

O resultado do alarme falso, claro, acabou comprometendo a venda do pescado em São Luís e em grande parte do estado. Consequentemente, piscicultores, pescadores, feirantes, ou seja, trabalhadores que lutam dia a dia pelo seu e o sustento da família, agora se encontram em uma situação delicada por conta de notícias inverídicas, que desinformam, plantadas por pessoas irresponsáveis e criminosas.

Aproveito para parabenizar o governo do Estado que, mesmo sem a ocorrência de nenhum episódio da doença em território maranhense, rapidamente realizou procedimentos técnicos, por meio da vigilância sanitária, com intuito de analisar a qualidade do nosso pescado.

O secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca, Sérgio Delmiro, já se manifestou e confirmou a inexistência de casos da doença no estado e informou que o governo estadual segue monitorando casos suspeitos em estados vizinhos para antecipar as ações com maior eficiência em prol da segurança alimentar da população e da cadeia produtiva do pescado.

Vale destacar que o pescado proveniente de empreendimentos que promovam boas práticas de manejo e manipulação de pescado, tanto na produção quanto na sua comercialização, reduzem as chances de se tornarem veículos contaminantes que causem prejuízo à saúde humana.

Todos deveríamos estar irmanados em bem informar, em repassar apenas informação verdadeira, bem checada e produzida por profissionais competentes, com intuito de prestar serviço honesto para esclarecer a população, principalmente aqueles que têm menos acesso. Pesquise e informe-se corretamente para não correr risco de divulgar boatos. Com união e cidadania, vamos superar crises e fazer prevalecer o que é verdade.

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